projeto multiplataforma
#emextinção
Desde 2013 fotografo e publico fotos hidrantes. Batizei o projeto de #emextinção. O texto abaixo explica meu interesse por esse objeto urbano e compõe o trabalho apresentado na exposição GE de Peito Aberto 2019, mostra dos integrantes do GE [grupomaiorqueeu]. Foi uma primeira experiência no campo das artes visuais.
O GE é coordenado pela artista Karlla Girotto e o frequentei entre 2015 e 2020. Foi lá que também desenvolvi o projeto do documentário “O Ponto Firme”.
A primeira foto de hidrante foi postada em 2013. A simpatia por esse objeto urbano vem dos desenhos animados (e a água escapando como um gêiser lateral).
O design do hidrante é meio humanoide, com bracinhos curtos e uma cabeça arredondada.
#emextinção tagueia a série desde a primeira imagem.
Os hidrantes parecem uma espécie abandonada à própria sorte, já incapazes de procriar. Quando estão sem as tampas dos "bracinhos" se transformam em lixeiras. E, em teoria, são guardiões da água, um recurso natural à beira do colapso.
São Paulo é o cenário das fotos da parede (exceto da última). Entre 2013 e 2014 os fotografei com afinco por aqui. A partir do ano seguinte os hidrantes paulistanos rarearam e os forasteiros ganharam o protagonismo.
Quando distribuídos geograficamente, os hidrantes retratados revelam meus percursos pela Capital. Eles se aglomeram no centro expandido. Um amigo querido costuma dizer que apenas por trabalho ou por amor nos habilitamos a explorar novos cantos da cidade onde vivemos. O mapa me obrigou a concordar.
Tudo que é cotidiano corre o risco de se tornar invisível.
A Avenida Paulista, por exemplo, tem praticamente um hidrante a cada esquina. Pode reparar.
Legenda das fotos abaixo:
foto 01: hidrantes paulistanos
foto 02: mapa - geolocalização dos hidrantes
foto 03: sala de exposição (foto: Adima Macena)
foto 04 geolocalização de hidrantes 2013
foto 05: geolocalização de hidrantes 2014
foto 06: geolocalização de hidrantes 2015
foto 07,08,09: geolocalização de hidrantes 2016 - 2019